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Como os cães farejam a diabetes?


Estudo identifica composto químico presente na respiração de pacientes, e isso pode ser chave para entender como os cães farejam a diabetes (Foto: Google)


A diabetes tipo 1 acontece quando o pâncreas não é capaz de produzir insulina nem de controlar os níveis de açúcar no sangue. Essa disfunção pode fazer com que os níveis de açúcar do sangue caiam rapidamente, levando a hipoglicemia, o que pode ter consequências graves.

Em estudo desenvolvido por pesquisadores ingleses, oito voluntários portadores da doença tiveram seus níveis de glicose sanguínea manipulados em laboratório. O objetivo era detectar qual mensagem o corpo dos pacientes enviava quando os níveis de açúcar no sangue variavam. Os pesquisadores perceberam que nos momentos mais críticos da doença, ou seja, quando os níveis de açúcar no sangue estavam baixos, a concentração de uma substancia química na respiração dos pacientes, o isopreno, aumentou enormemente.

Os pesquisadores acreditam que este estudo possa dar origem à métodos não invasivos para o melhor controle dos níveis de glicose no sangue.

Os humanos não conseguem detectar pequenas variações de isopreno no ar. Por outro lado, os cães possuem o olfato extremamente desenvolvido, e esta tarefa não seria nada difícil para eles.

Apesar de o estudo ter sido conduzido em ambiente controlado (dentro do laboratório, e não na “vida real”), os resultados sugerem que o isopreno pode ser um importante biomarcador (ou indicador) para a detecção de hipoglicemia. Além do isopreno, os pesquisadores acreditam que os cães utilizam outras maneiras de detecção, como por exemplo mudanças sutis no comportamento dos pacientes.

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