A primeira plataforma de crowdfunding científico do Brasil. Financie a ciência que importa pra você.

PINT OF SCIENCE - CIÊNCIA PARA TODOS


Na próxima semana, nos dias 15, 16 e 17 de maio, acontece o Pint Of Science, festival internacional de ciência, que ocorre simultaneamente em 11 países e mais de 100 cidades pelo mundo!

Através de conversas descontraídas e debates interessantes, que acontecem em bares, cafés e restaurantes espalhados pelas cidades, cientistas se unem a população interessada pela ciência, a fim de criar uma atmosfera de conhecimento e aproximação, que vai muito além de laboratórios e livros acadêmicos.  O evento, sem fins lucrativos, busca parcerias por onde passa e é realizado por voluntários dispostos a tirar dúvidas e a ajudar as pessoas a enxergarem o mundo em diferentes perspectivas.


Tudo começou lá na Inglaterra em 2012. Dois pesquisadores, Michael Motskin e Praveen Paul, do Imperial College London, decidiram organizar um evento chamado Encontro com Pesquisadores. A proposta foi levar até o laboratório de cientistas, pessoas acometidas por Mal de Parkinson, Alzheimer, doenças neuromusculares e esclerose múltipla, para que elas vissem de perto as pesquisas que eles estavam realizando nessas áreas. O evento foi tido como uma experiência inspiradora. A partir dai a ideia cresceu, se expandiu para além e, em 2013 o objetivo se tornou aproximar pessoas. Amantes da ciência, curiosos, entusiastas e todo público interessado em desvendar o mundo pouco conhecido dos laboratórios, foram convidados para debater diversos tópicos científicos e conhecer como são feitos os estudos que podem mudar o futuro da humanidade nas diferentes áreas da ciência.

Algumas modificações foram feitas no ano seguinte, de pequenos laboratórios fechados, o evento conseguiu arrancar pesquisadores e leva-los até o público, em lugares abertos e mais descontraídos. 
Os organizadores pensaram numa equação simples: se as pessoas vão até os laboratórios para se encontrar com os cientistas, por que os cientistas não podem sair de seus laboratórios para encontrar as pessoas? Foi assim que nasceu o Pint of Science
Em 2017 o evento acontece nas seguintes cidades do Brasil: Araraquara, Belo Horizonte, Blumenau, Botucatu, Brasília, Campinas, Curitiba, Dourados. Florianópolis, Goiânia, Natal, Piracicaba, Porto Alegre, Ribeirão Preto e Rio de Janeiro.

Juntem-se a nós nesse universo de descobertas e conhecimento!

O evento é gratuito, mas as vagas são limitadas. Cheguem cedo e evitem ficar de fora dessa experiência.

Para saber mais, olhem a programação que prepararam esse ano: http://bit.ly/2qbA9tC  



Marca-passo para tratar Doença de Parkinson

A doença de Parkinson (DP), conhecida como mal de Parkinson, é uma doença neurodegenerativa, ou seja, que afeta o cérebro dos pacientes, e que não possui cura. A maneira como a DP afeta o cérebro é bastante conhecida. Nela, regiões profundas do cérebro, os núcleos da base, se degeneram gradualmente,  e deixam de se comunicar com outras regiões cerebrais. Essa comunicação dos núcleos da base com o resto do cérebro é muito importante para o correto funcionamento do cérebro, principalmente para o movimento. Quando comprometida, normalmente geram sintomas relacionados ao movimento, como tremores, lentidão dos movimentos e perda de equilíbrio, por exemplo.

Vista lateral do cérebro humano realizada por exame de Ressonância Magnética (fonte: Google)

Na maior parte dos casos, é possível tratar a doença por meio de medicamentos. Tais medicamentos visam reestabelecer a comunicação dos núcleos da base com o resto do cérebro, diminuindo os sintomas da doença. Por outro lado, uma parcela dos pacientes portadores da DP não apresentam melhora durante esse tratamento. Nesses casos, a Estimulação Cerebral Profunda tem se mostrado bastante promissora.

A Estimulação Cerebral Profunda (ECP) é um tratamento cirúrgico em que um marca-passo é responsável por liberar impulsos elétricos a fim de substituir função daquelas regiões cerebrais degeneradas pela doença. Desse modo, é possível reestabelecer a comunicação cerebral comprometida pela doença, reduzindo ou extinguindo os sintomas.

No vídeo, médicos do Neuromedical Center, nos EUA, demonstram os efeitos da ECP em Richardson, paciente diagnosticado com Doença de Parkinson.





Os tremores de Richardson o impedem de desempenhar atividades diárias simples, como escovar os dentes ou comer, por exemplo. Após os médicos acionarem o marcapasso, os tremores cessam e Richardson recupera o controle dos movimentos. Hoje, Richardson abandonou o tratamento médico à base de remédio, e segue apenas com a ECP.

Estudos estão em andamento em todo o mundo a fim de investigar a efetividade e risco do tratamento com ECP. 

Faça a ciência acontecer!

Como os cães farejam a diabetes?


Estudo identifica composto químico presente na respiração de pacientes, e isso pode ser chave para entender como os cães farejam a diabetes (Foto: Google)


A diabetes tipo 1 acontece quando o pâncreas não é capaz de produzir insulina nem de controlar os níveis de açúcar no sangue. Essa disfunção pode fazer com que os níveis de açúcar do sangue caiam rapidamente, levando a hipoglicemia, o que pode ter consequências graves.

Em estudo desenvolvido por pesquisadores ingleses, oito voluntários portadores da doença tiveram seus níveis de glicose sanguínea manipulados em laboratório. O objetivo era detectar qual mensagem o corpo dos pacientes enviava quando os níveis de açúcar no sangue variavam. Os pesquisadores perceberam que nos momentos mais críticos da doença, ou seja, quando os níveis de açúcar no sangue estavam baixos, a concentração de uma substancia química na respiração dos pacientes, o isopreno, aumentou enormemente.

Os pesquisadores acreditam que este estudo possa dar origem à métodos não invasivos para o melhor controle dos níveis de glicose no sangue.

Os humanos não conseguem detectar pequenas variações de isopreno no ar. Por outro lado, os cães possuem o olfato extremamente desenvolvido, e esta tarefa não seria nada difícil para eles.

Apesar de o estudo ter sido conduzido em ambiente controlado (dentro do laboratório, e não na “vida real”), os resultados sugerem que o isopreno pode ser um importante biomarcador (ou indicador) para a detecção de hipoglicemia. Além do isopreno, os pesquisadores acreditam que os cães utilizam outras maneiras de detecção, como por exemplo mudanças sutis no comportamento dos pacientes.

Faça a ciência acontecer!




No-Budget Science #4 | 14 de Julho

No-Bugdet Science é uma comunidade formada por pesquisadores e estudantes brasileiros que discute alternativas de baixo (ou nenhum) custo para a realização de pesquisas científicas.

E pasmem: existem inúmeras!





O próximo encontro (clique para saber mais) do N-BS será no dia 14 de julho, na Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ. Desta vez, o debate será sobre a relação do dinheiro com a ciência no Brasil.

O encontro será no auditório Leopoldo de Meis, às 17h.

Esta edição terá a presença de:
Marcelo Byrro Ribeiro (IF-UFRJ) – "Econofísica"

Patricia Hessab Alvarenga (IBqM-UFRJ) - "Doenças tropicais negligenciadas no Brasil - a herança de Jeca Tatu e o papel da academia"

Olavo Amaral (IBqM-UFRJ) - "Carreiras na ciência, ciência sobre carreira: rastreando os egressos das pós-graduações do CCS"

Patricia Bado (PCM-UFRJ/IDOR) - "Ciência à Deriva: uma odisseia náutico-científica"


Produção de radiofármacos pode estar ameaçada no Brasil por falta de verbas



O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), maior produtor de radiofármacos do Brasil prevê que o segundo semestre de 2016 será difícil. Segundo as contas do Instituto, as atividades deverão ser interrompidas a partir de agosto caso não haja novos investimentos. Tal interrupção poderá prejudicar diariamente cerca de 6 mil pacientes, incluindo o Sistema Único de Saúde (SUS), que dependem do IPEN para o diagnóstico e tratamento de doenças, como câncer.


Acesse a matéria completa no site do Estadão.












Lorrayne Isidoro se destaca em olimpíada internacional de neurociências


Depois de muita batalha, Lorrayne Isidoro representou muito bem o Brasil na olimpíada internacional de neurociências. Em uma das categorias do concurso, a estudante alcançou a segunda colocação.

Veja a matéria completa.




Boa notícia para a pós-graduação brasileira


Além do aumento de mestres e doutores ser de 92% nos últimos dez anos, o estudo aponta uma tendência de desconcentração da pós-graduação do eixo Rio-São Paulo. Para saber mais, clique aqui.


Taxa de crescimento do número de mestres e doutores formados no Brasil é espetacular.


As conquistas e desafios do Crowdfunding Científico no Brasil

O financiamento coletivo ou crowdfunding envolve reunir doações de pequeno valor de muitas pessoas e tem se mostrado bastante eficiente mundo a fora. Por meio desse mecanismo, milhares de pesquisas foram viabilizadas nos últimos anos, possibilitando uma nova forma de financiar os avanços científicos.

Por meio de plataformas especializadas e dedicadas exclusivamente à ciência, o mercado do crowdfunding científico movimenta milhões de dólares todos os anos nos EUA e na Europa. Com o crescimento mundial acelerado, esta prática chegou ao Brasil com iniciativas como Catarse, Kickante e Vakinha que, apesar de serem plataformas consagradas no mercado colaborativo, não são especializadas em ciência.

O fato de não serem especializadas em ciência pode explicar, ainda que em parte, o discreto sucesso dessas plataformas ao financiarem projetos científicos. Um levantamento feito pela #EquipeEC aponta que, desde 2013, foram ao ar apenas 29 campanhas de arrecadação para pesquisas em ciência, menos de 10 por ano, número que é baixo e desanimador. Outro dado que chama atenção é que cerca de 45% destas campanhas foram bem sucedidas, ou seja, alcançaram o valor necessário para saírem de fato do papel.

O levantamento, no entanto, também mostrou pontos positivos que merecem destaque: cerca de cinco mil pessoas se engajaram e apoiaram essas campanhas, movimentando aproximadamente meio milhão de reais! As campanhas bem sucedidas mobilizaram, em média, 319 apoiadores, que doaram R$ 118, acumulando 33 mil reais.

Os dados revelam que o crowdfunding científico no Brasil se apresenta como um modelo incipiente, que falha em alcançar e mobilizar a população interessada em apoiar campanhas de ciência. Por outro lado, as campanhas que obtiveram êxito em mobilizar suas redes de apoiadores foram recompensadas com forte adesão e interesse do público.

Comprometida em preencher lacunas como essas, a Entropia Coletiva nasce para desenvolver e aprimorar a capacidade de comunicação científica nos pesquisadores, despertar e alimentar o interesse das pessoas por ciência e, assim viabilizar o financiamento de projetos científicos!


A Entropia Coletiva possibilita uma maior interação entre pesquisadores e população, fomentando projetos científicos e o interesse pela ciência.

A Entropia Coletiva é a primeira plataforma de crowdfunding científico do Brasil, que traz em seu DNA a crença de que a ciência precisa acontecer em uma via de mão dupla entre dois personagens: Cientistas e População.

Crowdfunding científico: uma saída possível



Crowdfunding pode até parecer uma palavra estranha para alguns, porém vem sendo cada vez mais pronunciada no Brasil. Também conhecida como financiamento coletivo ou colaborativo, o crowdfunding é um modelo de apoio financeiro a projetos em que muitos investidores ou apoiadores contribuem com baixas quantias, viabilizando a execução e o sucesso da empreitada. E estão enganados aqueles que pensam que se trata de um modelo recente. Os primeiros indícios de financiamento coletivo possuem quase 300 anos e já permitiram desde o financiamento de operações militares na Europa, passando por produção de livros, até a construção da Estátua da Liberdade, em Nova Iorque. O conceito é simples: o público em geral percebe a importância de um projeto e decide apoiá-lo financeiramente. Uma grande quantidade de doações em pequenos valores se torna facilmente centenas ou milhares de reais. Aí que percebemos o poder das massas.

Apesar de recente, o crowdfunding no Brasil, já demonstra força e movimenta milhões de reais por ano, viabilizando projetos de diferentes áreas, como cultura, música e arquitetura, por exemplo. No entanto, a necessidade de uma plataforma de crowdfunding voltada exclusivamente para ciência se mostrou urgente por diversos motivos.

O principal deles é que, em tempos de recessão econômica como os que se vive hoje, projetos de ciência e tecnologia, que possuem financiamento majoritariamente público, são interrompidos devido à falta de verba. Em 2016, os maiores veículos do país estamparam em suas capas inúmeras manchetes anunciando cortes de investimento em ciência e tecnologia. A expectativa é que a tesourada chegue à 50% em 2016. Um retrocesso grave que pode ter efeito nefasto sobre as conquistas recentes da área. Com o intuito de complementar, ou, em tempos de crise, substituir o fomento público, o crowdfunding científico pode, ainda que em parte, impedir que a ciência padeça refém de crises políticas e econômicas. Dessa maneira, o crowdfunding se torna um modelo importante e uma saída possível, especialmente em tempos adversos.

Além disso, o crescente apetite da população por ciência e tecnologia é notório. Frequentemente vemos debates sobre novos medicamentos, terapias e descobertas em programas de televisão e seus desdobramentos são discutidos às mesas de jantar e reuniões de família. As pessoas querem consumir esse tipo de conteúdo, e por que não participar? Por que não viabilizar financeiramente esses avanços científicos? O crowdfunding científico possibilita a aproximação entre esses dois principais personagens: de um lado os pesquisadores, e de outro, a população; além de permitir a participação ativa das pessoas no que diz respeito aos novos avanços e descobertas científicas. O público leigo lê, curte e compartilha conteúdo científico de qualidade. Canais científicos do youtube, por exemplo,  contam com uma legião de seguidores que totalizam milhões de visualizações todos os anos. Poucos, porém, sabem que podem apoiar estudos científicos e contribuir para que a ciência brasileira se desenvolva. Uma plataforma de crowdfunding exclusivamente científica daria a visibilidade que a ciência merece e permitiria a participação que a população deseja.

Entropia Coletiva - Faça a Ciência Acontecer!

Assim nasce a Entropia Coletiva, a primeira plataforma da crowdfunding científico do Brasil, que será lançada em junho de 2016.  Com o intuito de democratizar a ciência e trazer a população para o ambiente científico, a Entropia Coletiva possui uma plataforma altamente interativa na qual apoiadores acompanham e interagem com pesquisadores enquanto a ciência é desenvolvida.